Devemos posicionar o sensor de temperatura (termopares, termoresistencias e bimetalicos) no centro (meio) do processo a ser medido?

O comprimento da proteção e do sensor de temperatura deve ser de tal forma que acomode a junção de medição bem no meio do ambiente em que se deseja medir a temperatura, caso seja em tubulação, aconselha-se que seja de ¾ do diâmetro do tubo. Muito cuidado pois não é bem assim, e para entender precisamos conhecer um pouco de história ; precisamos conhecer as normas pertinentes a este tipo de aplicação.

Um pouco de história para entender como surgiu essa ideia. Na realidade as nomas sao baseadas em bom senso e um historico de boas praticas de engenharia em aplicacoes mas que pelo bom senso e experimentos reais sugere ser algo que funciona. Tanto que funciona que é muito utilizado em processos industriais.

O grande problema é que depois de um tempo trabalhando seja qual for este tempo adquirimos experiência e acabamos criando as nossas próprias verdades. Esse é o grande problema, pois muitas vezes essas verdades são construídas em processos específicos e pior dentro de condições específicas que se utilizados em outras situações não irão funcionar como desejamos. Eu trabalhei por 35 anos e gostei centenas e centenas de empresas nos mais diversos ramos de atividade e assim essas verdades acabam semdo construídas xom um pouco mais de cuidado. Esse é o objetivo deste trabalho.

Costumo dizer que hoje estou na melhor fase da minha carreira profissional pois consigo entrar nas normas as verdades que construí ao longo da minha vida profissional com uma visão muito abrangente entre os vários ramos de atividade que atendemos.

A COPENE foi umas das primeiras empresas nacionais a ter suas próprias normas de instalação de sensores.

Na época a norma da Cilene era muito utilizada e no meio era considerada como referência. Se analisarmos a mesma e fazer alguns cálculos vamos perceber que nas diferentes aplicações sugeridas pela mesmas existe uma tendência de posicionamento da extremidade sensora do termopar, Pt100 ou bimetalico. Esse posicionamento se da próximo aos 3/4 da tubulação, como isso parecia uma regra acabou se adotando essa verdade que é utilizada até hoje. Se analisarmos as normas atuais, que vale ressaltar algumas acabaram sendo uma evolução da norma da Copene, veremos que o cálculo não é tão simples assim.

Quando analisamos os pocos termometricos, como o próprio nome diz trata-se de um acessório utilizado para sensores de temperatura seja ele termopares, termorresistencia Pt100 ou suas variações, termômetros bimetalico. Seja qual for o sensor o poco deve estar dimensionado conforme normas existentes e assim cada qual irá medir dentro das suas características e erros admissíveis.

Por experiência afirmo que os problemas acabam não ocorrendo quando da medicao em si mas quando nos deparamos com uma auditoria de certificação seja ela interna ou de algum cliente. O questionamento sempre vem da seguinte forma: “Qual a norma em que se baseou para dimensionar e posionar este sensor?” E neste momento saímos a procura de alguma norma que explique as nossas verdades e experiências práticas. Muito cuidado!

Recentemente estive em uma empresa que usa termopares, e devido às dimensões do tanque o mesmo possui 6 metros. O Não conhecer essas normas nos fazem fazer especificações exageradas e que vão ao desencontro da relação custo benefício. Um sensor de temperatura especial acaba se tornando um item a mais no estoque a ser considerado e isso é custo.

Comments are closed.