Calibração de Termoresistência Pt100 pelo método dos Pontos Fixos

Calibração Termoresistência Pontos Fixos

Apesar de ser um sensor de extrema precisão e altíssima repetibilidade, a aferição também é necessária para a verificação dos limites de erros do sensor. O tempo de uso, alterações na estrutura cristalina da platina ou mudanças químicas no fio pode tirar o sensor de sua curva característica.

Termômetro de Resistência de Platina Padrão (TRPP)

Esta configuração é utilizada nos termômetros que são utilizados como padrão de interpolação na Escala Internacional de Temperatura de 1990 (ITS-90) na faixa de temperatura de -248ºC a 962ºC. O comportamento da variação da resistência em função da temperatura é dado pela expressão:

R(t) = R0 (1 + At + Bt2 + C(t – 100)t3)

Os valores típicos das constantes do termômetro de platina padrão são:

R0: 25,5 Ohms;
A: 3,985 x 10 ºC;
B: -5,85 x 10 ºC;
C: 4,27 x 10 ºC para t < 0ºC e zero para t > 0ºC;

Suas principais características construtivas são:

a) O elemento sensor é feito com platina com pureza melhor que 99,999%;

b) Sua montagem é feita de modo que a platina não fique submetida a tensões;

c) São utilizados materiais de alta pureza e inércia química, tais como quartzo na fabricação do tubo e mica na confecção do suporte do sensor de platina.A justificativa para sua utilização como padrão de interpolação da ITS-90 é a grande estabilidade do termômetro e a precisão das medições, com valores de ±0,0006ºC a 0,01ºC e ±0,002ºC a 420ºC.

Para se realizar uma aferição de termoresistência, assim como um termopar, usa-se o Método dos Pontos Fixos ou o Método da Comparação.

  • Calibração Termoresistência Pontos Fixos
    Os pontos fixos mais utilizados segundo a ITS-90 são:
Argônio– 189.3442°C
Mercúrio– 38,8344°C
Água+ 0,01101°C
Estanho+ 231,928°C
Zinco+ 419.527°C

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